Ataque de Pânico e Crise de Ansiedade
É comum ouvir as expressões ataque de pânico e crise de ansiedade como se fossem a mesma coisa. Isso acontece porque as duas experiências podem provocar sintomas semelhantes, como coração acelerado, falta de ar, tremores, tontura, desconforto no peito, medo e sensação de perda de controle.
Apesar das semelhanças, existem diferenças importantes.
De maneira geral, o ataque de pânico costuma surgir de forma abrupta e alcançar grande intensidade em poucos minutos, provocando uma forte sensação de ameaça, mesmo quando não existe um perigo real naquele momento.
Já aquilo que popularmente chamamos de crise de ansiedade costuma estar relacionado a preocupações, situações estressantes ou períodos de maior tensão emocional. Os sintomas podem aumentar gradualmente, variar de intensidade e permanecer por mais tempo.
Há ainda uma diferença importante: ataque de pânico é um termo clínico definido, enquanto “crise de ansiedade” ou “ataque de ansiedade” não corresponde a um diagnóstico clínico específico. Essas expressões são utilizadas no cotidiano para descrever momentos de ansiedade particularmente intensa.
Neste artigo, você vai entender a diferença entre ataque de pânico e crise de ansiedade, quais sintomas podem aparecer, o que fazer durante esses episódios e quando procurar ajuda profissional.
O que é uma crise de ansiedade?
A ansiedade faz parte da experiência humana.
Antes de uma entrevista de emprego, uma prova importante, uma conversa difícil ou diante de uma situação de incerteza, por exemplo, é natural que o organismo fique mais alerta.
A atenção maior deve ocorrer quando essa resposta se torna muito intensa, frequente, difícil de administrar ou começa a interferir na rotina e na qualidade de vida.
O termo crise de ansiedade costuma ser utilizado para descrever períodos em que os sintomas ansiosos aumentam significativamente.
Em muitos casos, é possível perceber algum contexto relacionado ao aumento da ansiedade, como:
- preocupação com o trabalho;
- conflitos familiares ou amorosos;
- dificuldades financeiras;
- medo de adoecer;
- sobrecarga emocional;
- antecipação de acontecimentos futuros;
- situações sociais;
- mudanças importantes na vida;
- períodos prolongados de estresse.
Nessas situações, a pessoa pode perceber que a tensão aumenta progressivamente. Pensamentos preocupantes intensificam as sensações físicas e, ao mesmo tempo, perceber o corpo reagindo pode gerar ainda mais preocupação.
Forma-se, assim, um ciclo de ansiedade.
Se você quiser compreender melhor outras manifestações corporais desse processo, veja também o conteúdo sobre sintomas físicos da ansiedade.
Quais são os sintomas de uma crise de ansiedade?
A ansiedade pode se manifestar de maneiras diferentes em cada pessoa.
Entre os sintomas emocionais e cognitivos, podem aparecer:
- preocupação excessiva;
- dificuldade para relaxar;
- pensamentos acelerados;
- medo de que algo ruim aconteça;
- irritabilidade;
- dificuldade de concentração;
- sensação de sobrecarga;
- insegurança;
- dificuldade para dormir.
Também podem ocorrer manifestações físicas, como:
- coração acelerado;
- suor;
- tremores;
- tontura;
- tensão muscular;
- dor de cabeça;
- falta de ar;
- desconforto no peito;
- náuseas;
- alterações intestinais;
- sensação de calor;
- cansaço.
A ansiedade pode afetar pensamentos, emoções, comportamentos e diferentes sistemas do organismo. Por isso, nem sempre ela é inicialmente percebida como uma questão emocional.
Algumas pessoas, inclusive, procuram atendimento médico por causa dos sintomas físicos antes de perceberem que a ansiedade também pode estar envolvida.
O que é um ataque de pânico?
O ataque de pânico é um episódio súbito de medo ou desconforto intenso acompanhado de sintomas físicos e emocionais importantes.
Uma de suas características mais marcantes é a rapidez com que os sintomas podem aparecer.
A pessoa pode estar aparentemente bem e, poucos minutos depois, experimentar uma intensa sensação de perigo.
Durante o episódio, podem surgir pensamentos como:
“Vou desmaiar.”
“Estou tendo um infarto.”
“Não consigo respirar.”
“Vou perder o controle.”
“Vou morrer.”
Embora essas sensações possam ser extremamente assustadoras, é importante lembrar que alguns sintomas de um ataque de pânico também podem ocorrer em condições clínicas que necessitam de atendimento médico. Por isso, especialmente diante de sintomas novos, muito intensos ou diferentes do habitual, não é recomendado presumir que se trata apenas de ansiedade.
Quais são os sintomas de um ataque de pânico?
Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra, mas frequentemente incluem:
- palpitações ou coração acelerado;
- suor intenso;
- tremores;
- sensação de falta de ar;
- sensação de sufocamento;
- dor ou desconforto no peito;
- náusea ou desconforto abdominal;
- tontura;
- sensação de fraqueza;
- calafrios ou ondas de calor;
- formigamento ou dormência;
- sensação de que o ambiente não é real;
- sensação de estar desconectado de si mesmo;
- medo de perder o controle;
- medo intenso de morrer.
O planejamento original do artigo também indica o NIMH (National Institute of Mental Health) como referência externa para a descrição dos ataques de pânico e seus sintomas.
Quanto tempo dura um ataque de pânico?
Uma das características do ataque de pânico é a rápida escalada dos sintomas.
Embora para quem esteja passando pela experiência possa parecer que ela nunca terminará, o período de maior intensidade costuma ser relativamente curto.
O planejamento utiliza como referência o NHS (National Health Service), segundo o qual muitos ataques duram aproximadamente 5 a 20 minutos, embora episódios mais prolongados possam ocorrer.
É importante não transformar esse período em uma regra. Cada experiência precisa ser compreendida individualmente, e sintomas persistentes, incomuns ou muito intensos devem ser avaliados por um profissional de saúde.
Ataque de pânico e crise de ansiedade: qual a diferença?
Uma maneira simples de compreender as diferenças é observar como os sintomas começam, sua intensidade e o contexto em que aparecem.
| Característica | Crise de ansiedade | Ataque de pânico |
|---|---|---|
| Início | Pode acontecer gradualmente | Geralmente é abrupto |
| Gatilho | Muitas vezes há uma preocupação ou situação identificável | Pode ocorrer inesperadamente |
| Intensidade | Pode variar de leve a muito intensa | Geralmente muito intensa |
| Medo de morrer ou perder o controle | Pode acontecer | É mais característico |
| Sintomas físicos | Podem ocorrer | Frequentemente são muito intensos |
| Duração | Pode permanecer por períodos mais prolongados | Geralmente apresenta um pico relativamente breve |
| Termo clínico específico | “Crise de ansiedade” não é um diagnóstico específico | Ataque de pânico possui definição clínica |
Essa comparação é uma forma didática de compreender as diferenças e não deve ser utilizada para autodiagnóstico. Existe sobreposição entre diversos sintomas, e uma avaliação profissional é necessária para compreender adequadamente cada situação.
Ataque de pânico pode acontecer sem motivo específico?
Pode parecer que sim.
Essa é justamente uma das características que pode tornar a experiência tão assustadora. A pessoa pode se perguntar:
“Mas eu estava bem. Por que isso aconteceu?”
Nem sempre existe um gatilho imediatamente identificável. Ataques de pânico podem acontecer inesperadamente e até durante o sono.
Isso não significa, porém, que não existam fatores emocionais, ambientais ou fisiológicos envolvidos.
Com acompanhamento psicológico, é possível explorar o contexto em que os episódios acontecem, a história da pessoa, seus medos, conflitos, experiências e a maneira como interpreta as próprias sensações corporais.
Por que o corpo reage de maneira tão intensa?
Uma maneira de compreender o pânico é pensar no organismo como possuindo um sistema de alarme.
Quando o cérebro identifica uma possível ameaça, mecanismos automáticos relacionados à sobrevivência entram em funcionamento.
O problema é que esse sistema também pode ser ativado quando não existe um perigo físico real naquele momento.
O organismo entra em estado de alerta. Com isso:
- o coração acelera;
- a respiração muda;
- os músculos ficam tensos;
- aumenta a transpiração;
- a atenção fica direcionada para possíveis ameaças;
- diferentes sensações corporais tornam-se mais perceptíveis.
Então pode ocorrer outro fenômeno: a própria reação corporal passa a ser interpretada como perigosa.
A pessoa percebe o coração acelerado e pensa:
“Alguma coisa está errada com meu coração.”
Esse pensamento aumenta o medo. O medo aumenta a ativação fisiológica. O coração acelera ainda mais, a respiração muda e outras sensações podem se intensificar.
Isso pode alimentar um ciclo do pânico.
Ataque de pânico é a mesma coisa que síndrome do pânico?
Não.
Ter um ataque de pânico isolado não significa necessariamente ter transtorno do pânico, expressão também conhecida popularmente como “síndrome do pânico”.
Uma pessoa pode experimentar um ataque em algum momento da vida sem desenvolver o transtorno.
No transtorno do pânico, existem ataques recorrentes e inesperados acompanhados de preocupação persistente com novos episódios ou mudanças de comportamento motivadas pelo medo de que eles aconteçam novamente.
Por exemplo, a pessoa pode começar a evitar dirigir, utilizar transporte público, frequentar lugares movimentados, viajar, fazer exercícios ou sair de casa.
Portanto, ataque de pânico e transtorno do pânico não devem ser tratados como sinônimos.
O medo de ter outro ataque pode aumentar a ansiedade?
Sim.
Depois de experimentar um episódio muito intenso, a pessoa pode passar a observar o próprio corpo com muito mais atenção.
Uma pequena aceleração cardíaca pode gerar preocupação. Uma tontura pode despertar imediatamente o pensamento:
“Vai começar novamente.”
Essa antecipação pode aumentar a ansiedade.
Aos poucos, algumas pessoas passam a organizar sua rotina tentando evitar outro episódio. Lugares, atividades ou situações que antes eram comuns começam a ser evitados.
O medo deixa de estar apenas no ataque e passa a existir também o medo de sentir medo novamente.
Quando isso começa a limitar a vida cotidiana, procurar acompanhamento profissional torna-se especialmente importante.
Crise de ansiedade pode virar ataque de pânico?
Ansiedade intensa e ataques de pânico podem estar relacionados, mas não existe uma regra segundo a qual toda crise de ansiedade necessariamente evoluirá para um ataque de pânico.
Uma pessoa pode experimentar ansiedade elevada sem apresentar um ataque.
Por isso, em vez de tentar prever se uma experiência “vai virar” outra, pode ser mais útil observar:
- com que frequência os sintomas acontecem;
- em quais contextos aparecem;
- quais pensamentos os acompanham;
- quais situações estão sendo evitadas;
- quanto sofrimento estão causando;
- como estão interferindo na rotina.
O que fazer durante um ataque de pânico ou uma crise de ansiedade?
Quando os sintomas aparecem, tentar obrigar o corpo a parar imediatamente nem sempre funciona.
Algumas atitudes podem ajudar a atravessar esse momento.
1. Reconheça o que está acontecendo
Se você já passou por avaliação profissional e reconhece aquele padrão como relacionado à ansiedade ou ao pânico, nomear a experiência pode diminuir a sensação de desconhecido.
Lembrar que aquele estado de intensa ativação tende a diminuir também pode ajudar.
2. Procure diminuir o ritmo da respiração
Durante períodos de ansiedade intensa, algumas pessoas começam a respirar rapidamente.
A hiperventilação pode contribuir para tontura, formigamento, sensação de falta de ar e desconforto no peito.
Procure respirar de maneira lenta e confortável, sem forçar inspirações excessivamente profundas.
3. Direcione sua atenção para o ambiente
Quando toda a atenção fica concentrada no coração, na respiração ou em outras sensações corporais, o medo pode aumentar.
Observe elementos concretos ao seu redor: objetos, sons, texturas e outras sensações externas.
4. Evite lutar contra cada sensação
Pensamentos como “isso precisa parar agora” podem aumentar a tensão.
Quando possível, procure reconhecer que o organismo está passando por um período de intensa ativação e que essa ativação tende a diminuir.
5. Procure ajuda quando necessário
Se os sintomas forem diferentes do habitual, muito intensos ou houver dúvida sobre sua origem, não presuma automaticamente que se trata apenas de ansiedade.
Procure avaliação profissional.
Como ajudar alguém que está tendo um ataque de pânico?
Ver alguém passando por uma crise pode ser angustiante.
Nesse momento, uma postura calma e acolhedora costuma ser mais útil do que tentar convencer a pessoa de que ela “não tem motivo” para se sentir daquela maneira.
Você pode:
- permanecer próximo, caso a pessoa deseje;
- falar de maneira calma;
- perguntar como pode ajudar;
- reduzir estímulos excessivos do ambiente, quando possível;
- ajudá-la a respirar de maneira mais tranquila;
- respeitar seu espaço físico;
- procurar assistência médica diante de sinais de alerta.
Evite frases como “é só se acalmar”, “isso é coisa da sua cabeça” ou “você está exagerando”.
A experiência física e emocional é real, mesmo quando a ansiedade está envolvida.
Ataque de pânico pode parecer um infarto?
Alguns sintomas podem ser semelhantes.
Dor ou desconforto no peito, palpitações, suor, falta de ar, náusea e tontura podem ocorrer durante um ataque de pânico, mas também podem estar presentes em problemas clínicos.
Por isso, não é seguro tentar diferenciar sozinho um ataque de pânico de uma emergência cardíaca apenas pesquisando sintomas na internet.
Se houver dor no peito nova ou intensa, dificuldade importante para respirar, desmaio ou dúvida sobre a possibilidade de uma emergência médica, procure atendimento imediatamente.
Quando procurar atendimento médico imediatamente?
Nem todo sintoma físico deve ser atribuído automaticamente à ansiedade.
O planejamento recomenda procurar atendimento médico urgente diante de sinais como:
- dor intensa ou nova no peito;
- dificuldade importante para respirar;
- perda de consciência;
- fraqueza súbita em um lado do corpo;
- dificuldade repentina para falar;
- confusão mental súbita;
- convulsões;
- sintomas muito diferentes daqueles apresentados habitualmente.
Especialmente diante de um primeiro episódio, pode ser necessária uma avaliação para descartar outras condições clínicas.
Quando procurar ajuda psicológica?
Não é necessário esperar que as crises se tornem incapacitantes para procurar acompanhamento psicológico.
Pode ser importante buscar ajuda quando:
- os episódios estão se repetindo;
- existe medo constante de uma nova crise;
- você começou a evitar lugares ou situações;
- a ansiedade interfere no trabalho ou nos estudos;
- seus relacionamentos estão sendo afetados;
- há dificuldade para dormir;
- as preocupações ocupam grande parte do dia;
- os sintomas físicos provocam sofrimento constante;
- sua rotina começa a ser organizada em função do medo.
A psicoterapia pode oferecer um espaço para compreender não apenas os sintomas, mas também a história de vida, relações, emoções e experiências relacionadas ao sofrimento.
Conheça também a página de psicoterapia para ansiedade.
Como a psicoterapia pode ajudar em casos de ansiedade e pânico?
Quando alguém chega à psicoterapia pensando “eu só quero que isso nunca mais aconteça”, esse desejo é compreensível.
O processo terapêutico, entretanto, pode ir além da tentativa de controlar sintomas.
A psicoterapia pode proporcionar um espaço para compreender:
- o contexto em que as crises aparecem;
- situações que despertam ansiedade;
- medos e preocupações recorrentes;
- conflitos emocionais;
- padrões de relacionamento;
- formas de lidar com situações difíceis;
- experiências da história de vida;
- o significado atribuído às sensações corporais;
- comportamentos de evitação.
Ao longo desse processo, a pessoa pode ampliar a compreensão sobre si mesma e desenvolver recursos para lidar com aquilo que provoca sofrimento.
Em alguns casos, uma avaliação médica ou psiquiátrica também pode ser indicada. Psicoterapia e tratamento médico não são necessariamente alternativas excludentes: a necessidade de cada acompanhamento depende de avaliação individual.
Para conhecer melhor a forma de trabalho da psicóloga Dania Saute, veja também Abordagem.
Ataques de pânico têm tratamento?
Existem tratamentos para ataques recorrentes e para o transtorno do pânico.
O acompanhamento pode envolver psicoterapia e, em alguns casos, avaliação médica para considerar outras formas de tratamento.
A frequência das crises, sua intensidade, a história de vida, as condições clínicas e o impacto dos episódios na rotina precisam ser considerados individualmente.
Perguntas frequentes sobre ataque de pânico e crise de ansiedade
Qual é a principal diferença entre crise de ansiedade e ataque de pânico?
De maneira geral, aquilo que popularmente chamamos de crise de ansiedade costuma estar relacionado a preocupações ou situações estressantes e pode aumentar gradualmente. O ataque de pânico tende a surgir de maneira mais abrupta, com medo ou desconforto muito intenso e manifestações físicas marcantes.
Ataque de pânico acontece do nada?
Pode acontecer aparentemente sem um gatilho claro. Ataques de pânico inesperados são uma característica importante do transtorno do pânico, embora ataques também possam ocorrer associados a determinadas situações.
Quanto tempo dura um ataque de pânico?
Muitos ataques duram entre 5 e 20 minutos, embora episódios mais prolongados possam ocorrer. Esse período não deve ser utilizado como regra para autodiagnóstico.
Ataque de pânico pode causar falta de ar?
Alterações na respiração podem ocorrer durante ataques de pânico e provocar sensação intensa de falta de ar ou sufocamento. Entretanto, falta de ar nova ou importante deve ser avaliada clinicamente.
Ataque de pânico pode causar dor no peito?
Dor ou desconforto no peito estão entre os sintomas possíveis. Como problemas cardíacos também podem provocar dor no peito, sintomas novos, intensos ou acompanhados de sinais de alerta exigem avaliação médica.
Ataque de pânico é perigoso?
Um ataque de pânico pode ser extremamente angustiante. O cuidado importante é não atribuir automaticamente sintomas físicos à ansiedade sem avaliação adequada, principalmente quando são novos, intensos ou diferentes do habitual.
Ter um ataque de pânico significa ter síndrome do pânico?
Não. Uma pessoa pode apresentar um ataque isolado sem desenvolver transtorno do pânico. O transtorno envolve um quadro mais específico, que deve ser avaliado profissionalmente.
Psicoterapia pode ajudar?
A psicoterapia pode ajudar a compreender fatores relacionados às crises, trabalhar medos e comportamentos de evitação e desenvolver novas maneiras de lidar com a ansiedade e o sofrimento emocional.
Ansiedade, pânico e cuidado psicológico
Embora ataque de pânico e crise de ansiedade compartilhem diversos sintomas, eles não são necessariamente a mesma experiência.
A ansiedade intensa pode estar relacionada a preocupações ou situações identificáveis e crescer progressivamente. Já o ataque de pânico tende a apresentar início mais abrupto e grande intensidade, frequentemente acompanhado por manifestações físicas marcantes e medo de morrer ou perder o controle.
Também é importante diferenciar um ataque isolado do transtorno do pânico.
Mais do que tentar encontrar sozinho um nome para aquilo que está acontecendo, vale observar quanto essas experiências estão afetando sua vida.
Quando o medo das crises começa a limitar escolhas, comprometer relacionamentos, interferir no trabalho, nos estudos, no sono ou levar à evitação de situações cotidianas, o acompanhamento profissional pode ajudar a compreender esse sofrimento e encontrar novas formas de lidar com ele.
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Se a ansiedade ou o medo de novas crises têm ocupado cada vez mais espaço na sua rotina, não é necessário esperar que o sofrimento se intensifique para procurar acompanhamento.
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Atua como psicóloga e psicoterapeuta há mais de 22 anos.
Mesmo que você não saiba exatamente o que está sentindo, a terapia pode te ajudar a entender e nomear suas emoções, auxiliar na resolução de conflitos emocionais e fornecer ferramentas para lidar melhor com suas dificuldades.
